domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães


Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?
E Deus disse:

- Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança:

- Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?
Deus:
- Seu anjo cantará e sorrirá para você... a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.
Criança:
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
Deus:
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.
Criança:
- E o que farei quando eu quiser Te falar?
Deus:
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.
Criança:
- Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?
Deus:
- Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.
Criança:
- Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.
Deus:
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.
Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada, pediu suavemente:
- Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo... MÃE!



Às vezes acho que um dia o tempo silenciará nossas vozes...


nossos próprios silêncios..


o vazio da geografia,


dos problemas,


a dor de envelhecer correndo

sem ter tempo de piscar e dizer " eu te amo", às vezes...

a miha frustração,

a minha solidão...

Todas as dores que eu sinto, mãe...

todas...

Queria ter coragem...

de te contar um dia..
Mas a geografia,
os sonhos...
a minha idade que veio, sem me deixar ao menos me despedir
da pessoa que eu era,
que eu queria ser...
A vida, mãe...
a vida se foi, sem me deixar ao menos me despedir



"SAUDADES"

"SAUDADES"
Nem sempre as palavras que dizemos ou os gestos que praticamos representam aquilo que sentimos.